sexta-feira, 29 de julho de 2011

RICARDO TEIXEIRA BATE-BOCA E CHAMA JORNALISTAS INGLESES DE "CORRUPTOS"

Fonte: UOL Esporte
Ricardo Teixeira perdeu a calma durante um dos eventos programados pela Fifa na preparação para o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. Na apresentação dos estandes das cidades-sedes de 2014, ao lado de outros políticos, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) bateu boca com jornalistas ingleses e os chamou de corruptos.
O grupo de repórteres acompanhava o séquito que ainda tinha Márcia Lins, secretária de Esportes do Rio de Janeiro, e Orlando Silva Jr., ministro do Esporte, além de Teixeira. Quando os assessores tentavam organizar uma mini entrevista coletiva para a imprensa estrangeira, o presidente da CBF se recusou a falar com os ingleses.  
Ricardo Teixeira disse que os repórteres do Reino Unido, conhecidos por repercutirem as denúncias contra ele, eram “corruptos”. O representante do jornal Daily Mail, Charles Sale, tomou as dores e iniciou a discussão com o presidente da CBF.

"Eu só pedi para que ele desse algumas palavras, mas quando respondi que era da Inglaterra, ele [Teixeira] disse que não falaria. Eu perguntei o porquê, e ele respondeu dizendo que os jornalistas ingleses eram corruptos", confirmou o repórter inglês.
Pouco tempo depois, já no hotel Windsor, um dos pontos usados como base pela Fifa e pelo COL, o UOL Esporte encontrou Teixeira e o questionou duas vezes sobre o ocorrido. O dirigente, no entanto, preferiu ficar calado

A relação de ódio entre a imprensa britânica e Ricardo Teixeira é longa. Foram os jornais ingleses que fizeram a maioria das denúncias de corrupção contra o presidente da CBF e a Fifa em geral.

Em entrevista recente à revista Piauí, o manda-chuva do futebol brasileiro revelou sua má relação com a Inglaterra. "Eu vou infernizar a vida deles. Enquanto eu estiver na CBF, na Fifa, onde for, eles não entram", disse Teixeira à época. 
Entre outras coisas, foi a emissora inglesa BBC que apontou Ricardo Teixeira e João Havelange como recebedores de propina da ISL, antiga parceira de marketing da Fifa. A dupla teria confessado o crime e devolvido a verba à Justiça da Suíça

MINISTÉRIO PÚBLICO VAI IMPETRAR AÇÃO NA SEGUNDA-FEIRA PARA PARAR OBRA NO MARACANÃ

Fonte: UOL Esportes
O procurador Maurício Andreiuolo, do Ministério Público Federal (MPF), vai entrar na próxima segunda-feira com uma ação judicial para que as obras de reforma no Maracanã sejam interrompidas. Um pedido de liminar vai acompanhar a ação, pois o objetivo do procurador é que cessem todas as atividades no estádio já na semana que vem. 
O argumento do MPF é o de que a permissão concedida pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a demolição da cobertura do estádio é ilegal, uma vez que o Maracanã foi tombado e, no argumento do procurador, não poderia sofrer alterações estruturais, como a construção de uma nova cobertura.
Andreiuolo argumenta que não se pode permitr a demolição de bens tombados e que as autoridades do Iphan "exorbitaram de suas funções e violaram dispositivos legais". Ainda segundo o procurador, o superintendente regional do Iphan no Rio de Janeiro, Carlos Fernando Andrade, deveria ter consultado a área técnica do instituto antes de permitir a demolição da marquise. A ação do MPF vai pedir que a Justiça determine que o Iphan admita que incorreu em ato ilegal e que emita novo documento regulador das obras, mantendo a marquise intocável.
O Iphan rebate as colocações do procurador. Ao UOL Esporte, o instituto afirmou que os bens podem ser tombados por motivos diferentes: artístico, histórico, paisagístico e etnográfico. O Maracanã se enquadra neste último caso, modalidade de tombamento que contempla a prática cultural para qual o bem tombado serve de palco.
Assim, no raciocínio do Iphan, a prática que motivou o tombamento não deve nunca ser interrompida, sob pena de se descumprir a essência desse tipo de tombamento. Assim, no caso do Maracanã, intervenções e modernizações capazes de viabilizar o futebol em alto nível devem ser permitidas, após análise do Iphan, para que o tombamento se faça valer e seja cumprido em sua essência primordial.

RIO PAPARICA IMPRENSA ESTRANGEIRA COM CERVEJA E PEDAÇOS DO MARACANÃ

Fonte: UOL Esportes
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/07/29/rio-paparica-imprensa-estrangeira-com-cerveja-e-pedacos-do-maracana.htm

Qual europeu fanático por futebol não gostaria de voltar para casa com um pedaço do Marcanã de recordação? Um grupo de 17 jornalistas estrangeiros teve esse privilégio. Cada um recebeu um pedacinho de concreto das partes demolidas do estádio. O presente foi entregue em mãos pela secretaria de Esporte e Lazer do Rio, Márcia Lins, durante uma visita às obras do palco da final do Mundial de 1950 e em reconstrução para 2014.

Para seduzir os visitantes, a prefeitura usou os encantos do boêmio bairro da Lapa. Distribuiu no centro de imprensa da Marina da Glória um convite em inglês para que os jornalistas experimentassem a hospitalidade carioca com calorosas boas-vindas e cerveja gelada num bar. O charme é que a palavra cerveja foi escrita em português, como se fosse algo típico do Brasil. Caipirinha também não faltou na confraternização.


Depois de investirem juntos R$ 30 milhões no sorteio das Eliminatórias da Copa, prefeitura e governo do Rio se esforçam para seduzir a imprensa internacional. Dos cerca de .1.000 jornalistas credenciados, aproximadamente 600 são de fora do país. E eles têm sido mimados de diferentes maneiras.Apesar dos mimos, os estrangeiros não têm aliviado nas perguntas para os organizadores. Márcia Lins, por exemplo, foi indagada sobre o motivo para o Rio concentrar os principais eventos da Copa e ainda receber a Olimpíada, se São Paulo é o principal centro financeiro do país. “São Paulo é o coração do Brasil, e também vai se beneficiar com esses eventos.”

Ela também precisou responder aos estrangeiros o motivo para o Maracanã em pouco tempo passar por três reformas, numa rotina de gastos. “É que agora estamos fazendo a primeira reforma estrutural de fato. Antes aconteceram apenas melhorias”, disse.

De maneira geral, os estrangeiros demonstram curiosidade sobre os altos investimentos governamentais na Copa. A maioria ainda parece em busca de respostas.

PREFEITO DO RIO DIZ QUE PODE VOLTAR A USAR DINHEIRO PÚBLICO PARA CUSTEAR EVENTO DA COPA

Fonte: UOL Esportes


A tática de empregar R$ 30 milhões dos cofres públicos para bancar o sorteio preliminar da Copa do Mundo de 2014, que será neste sábado, às 15h, para ter animado os governantes cariocas. Nesta sexta-feira, o prefeito Eduardo Paes não só aprovou a estratégia, como disse que pode repetir o expediente para conseguir outros eventos ligados ao Mundial.
“A Prefeitura fez isso agora no sorteio preliminar e faria de novo, com certeza. Os R$ 15 milhões gastos pela Prefeitura valem muito o retorno que teremos com o evento. Não sei se eu serei prefeito em 2013, mas tenho certeza de que quem for vai brigar muito para ter o sorteio final”, disse o prefeito do Rio de Janeiro.
Como o UOL Esporte revelou na última sexta-feira, os governos municipal e estadual do Rio de Janeiro investiram, cada um, R$ 15 milhões, como um patrocínio, para o sorteio preliminar da Copa do Mundo de 2014, que será na Marina da Glória. O dinheiro foi pago a Geo Eventos, empresa ligada à Rede Globo e responsável pela organização do evento da Fifa.
“A Prefeitura do Rio disputou com as outras cidades e ganhou. O sorteio é importante porque traz visibilidade e propaganda para a cidade. O benefício financeiro com esse evento é incomensurável. Se fossemos gastar para ter toda essa visibilidade na mídia, o preço chegaria a R$ 120 milhões”, justificou o prefeito.
Nesta sexta-feira, em um evento repleto de gafes, o prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral, além do presidente da CBF e do COL, Ricardo Teixeira, e o mandatário da Fifa, Joseph Blatter, assinaram o acordo que confirmou a instalação do IBC (centro de mídia) da Copa de 2014 na capital fluminense. O local é apontado como o mais importante, depois dos estádios, em um evento como esse.
Palco também da final do torneio, o Rio de Janeiro, que nesta sexta-feira se auto-intitulou “a capital da Copa”, agora brigará para receber também o sorteio final dos grupos do Mundial, que acontecerá em 2013, nem que, para isso, os cofres públicos tenham de ser abertos novamente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

DRENAGEM VIRA PROBLEMA NO MARACANÃ APÓS FIFA PEDIR SISTEMA R$ 1,5 MILHÃO MAIS CARO

Fonte: UOL Esporte
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/07/28/drenagem-do-gramado-causa-divergencia-entre-engenheiros-do-maracana-e-fifa.htm

O sistema de drenagem do novo Maracanã gera divergência entre a Fifa e os responsáveis pela reforma do estádio. E, por trás dessa queda de braço, está um possivel aumento de aproximadamente R$ 1,5 milhão no orçamento da obra.

O pivô desta nova disputa é um sistema de drenagem a vácuo que a Fifa exigiu para o Maracanã. Essa tecnologia é rara no país e, atualmente, é encontrada em pouquíssimos estádios por aqui, como a Vila Belmiro, em Santos. Tradicionalmente, a água é escoada por meio de uma leve inclinação e com o uso de canaletas, forma muito mais barata de lidar com o problema.

A Emop (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio) tenta convencer a Fifa de que o sistema a vácuo não é o mais indicado para as características da grama a ser usada, além de também encarecer mais ainda a obra. O orçamento já estourou  em aproximadamente R$ 300 milhões e está perto de R$ 1 bilhão. A conta cresceu à medida em que a Fifa foi incrementando o projeto básico.

Além de tentar evitar um novo aumento nas despesas, a Emop luta contra o relógio para entregar o estádio em dezembro de 2012,. “Estou totalmente estressado. Todos nós aqui estamos. Temos no papel um prazo que é impossível de ser cumprido. Mas vamos cumprir”, desabafou um dos envolvidos nesta operação.

Com isso, o consórcio responsável pelas obras já faz planos para aumentar o número de funcionários envolvidos na reforma do Maracanã, subindo de 1,6 mil pessoas para 4,5 mil. “Isso não irá provocar um novo estouro no orçamento porque já estava nos planos", completou

ESTÁDIOS DA COPA TÊM PROJETOS FORA DA REALIDADE, DIZ ESPECIALISTA


Fonte: Portal 2014
http://www.copa2014.org.br/noticias/7617/ESTADIOS+DA+COPA+TEM+PROJETOS+FORA+DA+REALIDADE+DIZ+ESPECIALISTA.html

Flávio D'Alambert é engenheiro civil formado pela Escola de Engenharia Mackenzie, em São Paulo, e especialista em projetos com estruturas metálicas.

Autor de projetos de referência, como as coberturas do estádio Engenhão e do Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, D'Alambert trabalha agora nos projetos das coberturas dos estádios Castelão, em Fortaleza, e Arena Pantanal, em Cuiabá, além dos novos estádios de Boa Vista e Aracaju.

Nesta entrevista, ele fala sobre seu trabalho e critica alguns "excessos" em projetos para a Copa de 2014.

Como você avalia os projetos brasileiros de estádios, à luz das inovações vistas nos países que sediaram Copas e Olimpíadas a partir dos anos 2000?
A arquitetura de qualquer obra define-se numa relação entre forma e função. Nos últimos jogos olímpicos, a China mostrou ao mundo equipamentos maravilhosos, que tinham um único objetivo: chamar a atenção para o país e seus recente avanços. O Ninho de Pássaro, estádio de Pequim, conseguiu essa façanha, embora tenha se tornado um objeto ocioso após os jogos. Foi projetado pelo escritório suíço Herzog & De Meuron com participação de arquitetos e engenheiros chineses, que conseguiram absorver a tecnologia da Europa levada para lá, e incorporar esse conhecimento ao contexto do país. O mesmo não aconteceu na África do Sul, que construiu belíssimos estádios para a Copa de 2010, sem que a tecnologia fosse absorvida pelos profissionais locais.

"No Brasil, muitos projetos de estádios estão sendo feitos fora da realidade nacional. Em Manaus, por exemplo, a concepção adotada é maravilhosa, muito semelhante à do Ninho de Pássaro, mas inadequada para a cidade, para o país, porque os custos de construção e manutenção são altíssimos"

Pode-se argumentar que o estádio chinês tem 40 mil toneladas de aço naquela envoltória que compõe a estrutura e lhe dá forma. Mas em geral um estádio para 60 mil pessoas tem consumo de aço em torno de 3 a 4 mil toneladas; e o de Manaus vai gastar muito mais, algo como 8 ou 9 mil toneladas.

Mas não há bons exemplos de projetos brasileiros para a Copa de 2014?
Os projetos dos dois clubes privados, o do Internacional, em Porto Alegre, e da Arena da Baixada, do Atlético Paranaense, são bem equilibrados. Eles têm o arrojo de imagem necessário para a Copa, mas estão sendo feitos com sistemas e materiais disponíveis e dominados aqui no Brasil. Então, não vão gerar uma extrapolação dos custos. O projetos dos quais eu participo, o estádio Castelão e a Arena Pantanal, também foram pensados para as condições do país e de cada cidade-sede. Serão duráveis e sua manutenção será de baixo custo.

O senhor é contrário à participação de projetistas estrangeiros em obras brasileiras?
Sou favorável ao intercâmbio com os profissionais de outros países, desde que exista uma relação de respeito mútuo. Em geral, os projetos que vêm de fora não consideram as necessidades dos brasileiros. Os estrangeiros desenham as coisas mais suntuosas possíveis e nós importamos os projetos, materiais e técnicas sem o menor senso crítico. Isso vai gerar um enorme prejuízo a cidades como Manaus ou Natal, que não terão como pagar a conta dessas obras.

Mas o senhor não está trabalhando no projeto do Museu de Amanhã, no Rio de Janeiro, que foi projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava?
Esse projeto é um bom exemplo. A arquitetura foi concebida pelo Calatrava, mas todo o desenvolvimento do projeto está sendo feito no Brasil por arquitetos e engenheiros brasileiros. Nós estamos trabalhando em equipe, sugerindo mudanças, ajustes e adequações nos materiais propostos originalmente. Então, nós absorvemos a experiência deles e vice-versa. As duas equipes ganham muito e o Brasil incorpora técnicas que nos eram desconhecidas. Não podemos ser tratados como colônias.

PROTESTO DEVE MARCAR SORTEIO DAS ELIMINATÓRIAS DA COPA DE 2014, NO RIO


Movimentos sociais contestam remoções forçadas e falta de transparência em obras da Copa

Fonte: Portal 2014
http://www.copa2014.org.br/noticias/7616/PROTESTO+DEVE+MARCAR+SORTEIO+DAS+ELIMINATORIAS+DA+COPA+DE+2014+NO+RIO.html

Para criticar as remoções forçadas e a falta de transparência nas obras para a Copa do Mundo de 2014, movimentos sociais organizam um protesto que deve ocorrer paralelamente ao sorteio das eliminatórias do Mundial, marcado para o próximo sábado (30), no Rio. A intenção é mobilizar duas mil pessoas para a manifestação. O grupo fará uma caminhada até a sede do evento promovido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), na Marina da Glória, no centro. A concentração está prevista para as 10h no Largo do Machado.

O protesto é organizado pelo Comitê Social da Copa 2014 e dos Jogos Olímpicos que aproveita o primeiro grande evento antes do Mundial para chamar a atenção da imprensa internacional. "A nossa questão não é o evento em si, mas os problemas que está trazendo para quem mora aqui, principalmente para quem é pobre e será removido", afirmou Marcelo Braga Edmundo, coordenador da Central de Movimentos Populares e um dos organizadores da manifestação.

Segundo dados do comitê social e da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais e Culturais (Dhesca), mais de 20 mil pessoas de oito comunidades terão que ser desalojadas para obras até as Olimpíadas. "A maioria, na zona oeste, na Barra da Tijuca --epicentro dos Jogos-- ou no entorno das vias expressas que serão abertas para os estádios do Engenhão e Maracanã e a Transcarioca [ligando o aeroporto internacional à zona oeste]", disse Marcelo Edmundo.

O Ministério Público Estadual questiona os procedimento de remoção, "em total desacordo com as leis e com a Constituição", segundo o subprocurador Leonardo Chaves, e avalia medidas judiciais contra a prefeitura. O subprocurador, que colheu relato de habitantes em várias comunidades, destaca que a Secretaria de Habitação Municipal não ofereceu alternativa de moradia ou indenização suficiente nas comunidades despejadas na Vila Harmonia, Restinga e no Recreio 2, na zona oeste, por exemplo.
"A prefeitura não está pagando as indenizações e os aluguéis sociais. Quando o faz, é em valor irrisório e por pouco tempo. As pessoas não conseguem comprar ou alugar casas, já que, com até R$ 400, têm dificuldades de arrumar fiador", afirmou o subprocurador. "Famílias não conseguirão se instalar em bairros estruturados e os efeitos nefastos dessa política serão sentidos ao longo do tempo, com mais comunidades em áreas de risco, por exemplo", advertiu.

Integrante do Comitê Social da Copa, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carlos Vainer também questiona os custos com as obras do Mundial. Segundo ele, só a reforma do Maracanã, que passou por recentes reparos nos Jogos Pan-Americanos, há quatro anos, teve o valor inicial triplicado. Para ele, falta transparência com os gastos públicos. "A situação é realmente grave. O processo todo é marcado por absoluta falta de informação, transparência, impossibilitando qualquer tipo de controle social ou público", afirmou Vainer.

O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, que prepara uma grande festa para o sorteio das eliminatórias, no sábado, com as 166 seleções participantes do Mundial e a presença de vários artistas, não retornou às insistentes tentativas de contato da Agência Brasil. A Secretaria Municipal de Habitação também não respondeu à reportagem da Agência Brasil.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

GRAMADO DE R$ 500 MIL DO CASTELÃO SOME E VIRA JARDIM EM PRÉDIO PÚBLICO DO CEARÁ

Fonte: UOL Esportes
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/07/27/gramado-de-r-500-mil-do-estadio-castelao-vira-jardim-em-predio-publico-do-ceara.htm

No dia 11 de dezembro de 2009, o governo do Ceará anunciou solenemente que o gramado do Castelão, estádio público de Fortaleza que está sendo reconstruído para receber jogos da Copa do Mundo de 2014, seria substituído por um "tapete" da mais alta qualidade. O custo de R$ 500 mil para a compra e o plantio da grama tipo "tifton" seria plenamente justificável, afirmavam, à época, as autoridades públicas. Afinal, tratava-se de um tipo de gramado com alta maciez e que requer manutenção apenas a cada 10 anos.

Um ano e sete meses depois, porém, quase metade do gramado e do investimento público está se deteriorando sob os tratores e detritos das obras do Castelão, que está sendo desmontado para dar lugar a uma nova arena. O restante teve seu paradeiro desconhecido até o fim da semana passada, quando a secretaria de Esportes do Ceará (Sesporte) informou que foi doado para a Procuradoria do Estado, que vai usá-lo como jardim em prédios públicos.

A Polícia Militar cearense também ficou com uma parte, e deve plantá-lo no campo de recreação de seus soldados. Para a nova arena que está sendo erguida no local, ao custo de R$ 518 milhões (dinheiro público e privado), um novo gramado será comprado.

O sumiço do relvado foi primeiramente percebido pelo repórter Emmanuel Macêdo, do jornal O Povo, de Fortaleza. No dia 20 de julho, o periódico questionou a secretaria de Esportes e a secretaria Especial da Copa do Ceará sobre o paradeiro da parte do gramado que não se via em meio as obras do Castelão. Ninguém soube dizer onde o patrimônio fora parar.

Dois dias depois, veio uma explicação: a secretaria de Esporte tentou doar o gramado para municípios cearenses que têm estádios e clubes filiados à Federação Cearense de Futebol, mas não houve interessados.

No dia 11 de dezembro de 2009, o governo do Ceará anunciou solenemente que o gramado do Castelão, estádio público de Fortaleza que está sendo reconstruído para receber jogos da Copa do Mundo de 2014, seria substituído por um "tapete" da mais alta qualidade. O custo de R$ 500 mil para a compra e o plantio da grama tipo "tifton" seria plenamente justificável, afirmavam, à época, as autoridades públicas. Afinal, tratava-se de um tipo de gramado com alta maciez e que requer manutenção apenas a cada 10 anos.

Um ano e sete meses depois, porém, quase metade do gramado e do investimento público está se deteriorando sob os tratores e detritos das obras do Castelão, que está sendo desmontado para dar lugar a uma nova arena. O restante teve seu paradeiro desconhecido até o fim da semana passada, quando a secretaria de Esportes do Ceará (Sesporte) informou que foi doado para a Procuradoria do Estado, que vai usá-lo como jardim em prédios públicos.

"O município de Sobral chegou a se interessar, mas quando soube que a operação logística para levar a grama de Fortaleza até a cidade, distantes 240 quilômetros, custaria cerca de R$ 80 mil, desistiu", conta Gony Arruda, secretário de Esportes do Ceará.

A partir daí, a pasta de Arruda afirma que a grama, por estar dentro do canteiro de obras do Castelão, passou a ser responsabilidade da Secopa. Esta, por sua vez, afirma que todo o patrimônio do antigo Castelão está sob a tutela da Sesporte, prova disso seria que esta secretaria é quem está se encarregando de doar todo o material que pode ser reaproveitado do estádio aos municípios interioranos, de mictórios a placar eletrônico, arquibancadas e refletores.

Diante do impasse, afirmam as duas secretarias, teria tomado a iniciativa de tirar aquela grama dali antes que tudo se perdesse o DAE, ou Departamento de Arquitetura e Engenharia, outro órgão estadual. Seria esta entidade quem conseguira encontrar quem se interessasse pelo gramado de alta qualidade, a Procuradoria
Geral do Estado e a Academia da Polícia Militar.

Apesar da afirmação das pastas estaduais, nenhum documento atestando a doação do gramado para as duas entidades públicas foi exibido até agora pelas secretarias ou pelo DAE. Procurada pelo UOL Esporte, a equipe do departamento afirmou que não poderia responder a qualquer pergunta sobre o assunto porque o tema é exclusivamente tratado pelo seu diretor-presidente, Quintino Vieira, que está viajando.

Interessado em entender melhor como funcionam e quem decide as doações dos bens do Castelão, o Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) instaurou uma auditoria para checar todos procedimentos e documentação envolvendo a transferência de propriedade dos equipamentos do estádio para outros entes públicos. "Fomos informados que a parte do gramado que não estragou foi doada para a Procuradoria do Estado e para a Academia de Polícia, mas ainda não pudemos checar", conta Giovana Adjafre, secretária de controle externo do TCE-CE. Segundo ela, a contar a partir desta quarta-feira, uma equipe do tribunal terá dez dias para efeturar a auditoria nas doações e transmitir as informações apuradas a um conselheiro relator, que teria, a partir daí, mais dez dias para elaborar seu relatório conclusivo.

PELÉ VIRA ESTRELA DE PROPAGANDA NA TV PARA OFUSCAR TEIXEIRA

Fonte: Blog do Perrone - UOL
http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/sem-categoria/pele-vira-estrela-de-propaganda-na-tv-para-ofuscar-teixeira/

Pelé será a estrela de uma campanha promovida pelo Governo Federal na TV. Trata-se de sua primeira ação como embaixador da Copa de 2014, empossado por Dilma Rousseff. O comercial inicial já foi gravado e deverá ir ao ar no próximo sábado.

Na propaganda de abertura, o ex-atleta exalta o interesse dos brasileiros pelo Mundial. A ideia é mostrar que a Copa não é da Fifa, da CBF ou do governo. É dos brasileiros.

Percepção que não temos nas ruas. Governantes, empresários e cartolas estão muito mais animados do que a população.

Pelé gravará mais três comerciais de TV. De acordo com o Ministério do Esporte, ele não será remunerado para exercer a função de embaixador.

A ação de marketing parece desenhada para tentar convencer o país de que Ricardo Teixeira não é o dono da Copa. E para estancar a crescente rejeição ao Mundial entre os pagadores de impostos.

FILHA DE TEIXEIRA LEVA APREENSÃO À TEMIDA 1ª APARIÇÃO PÚBLICA COMO EXECUTIVA DE 2014

Fonte: UOL Esportes
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/07/27/filha-de-teixeira-leva-apreensao-a-temida-1-aparicao-publica-como-executiva-de-2014.htm

O início da programação de eventos da Copa de 2014 nesta semana no Rio de Janeiro, que terá como desfecho o sorteio de grupos das eliminatórias no sábado, marcou a primeira aparição pública de Joana Havelange como executiva do Mundial brasileiro. Até então protegida de exposições, a filha de Ricardo Teixeira venceu a relutância em assumir uma posição de relações públicas da organização ao comandar evento na terça-feira em que apresentou detalhes da festa programada para o final de semana, que será levada a todo o mundo. Na ocasião, alternou instantes de postura confiante com apreensão.
Dentro do grupo de organização da Copa, a princípio, Joana era conhecida mais como uma espécie de garota de recados do pai. Mas aos poucos conseguiu ganhar uma certa autonomia na função de diretora-executiva, principalmente através da mediação de eventos fechados com as cidades sedes do Mundial.  
Em ocasiões anteriores na organização da Copa de 2014, Joana teria se mostrado descuidada em relação à maquiagem e a apresentação visual. No entanto, na última terça, no evento de boas-vindas para o sorteio das eliminatórias, a executiva assumiu o papel de anfitriã em condições impecáveis.
Na estreia como relações públicas da organização, também admitiu carregar parte da responsabilidade na primeira exposição internacional do Brasil no calendário de eventos para 2014.
“Esperamos fazer um grande evento. Acho que o Brasil terá muito orgulho da gente. Vamos mostrar ao resto do mundo que o Brasil está preparado para receber este evento. Temos a oportunidade de mostrar um país organizado, que faz grandes eventos, que somos modernos, tecnológicos”, disse.

Apesar do semblante que sugeria alguma tensão e economia de sorridos, Joana conduziu bem a apresentação dos detalhes da festa do sorteio, inclusive liderando uma visita guiada para imprensa nacional e internacional através da estrutura montada na Marina na Glória. No passeio, fez explicações em português e em inglês sobre o protocolo do evento. No fim, concedeu breves entrevistas para rádios. 
Assim como Ricardo Teixeira, a diretora-executiva do COL (Comitê Organizador Local) nunca mostrou predisposição para estar nas primeiras filas, para aparecer como porta-voz da Copa. Pelo contrário, manifestava corriqueiramente às pessoas próximas desejo de evitar tal papel. Além disso, Joana acabou estrategicamente em plano secundário desde sua designação para o cargo porque entendia-se que a neta de Havelange também poderia virar alvo de contestações dirigidas ao pai. No ano passado, ela esteve quase como uma figurante em evento na África do Sul que apresentou a logomarca do Mundial.
Durante a coletiva de imprensa na terça, a estreante Joana deu uma leve derrapada ao ser confrontada com uma situação inédita, a contestação da imprensa. A executiva titubeou ao responder sobre a cifra de R$ 30 milhões destinada à empresa responsável pela organização da festa do sorteio das eliminatórias, pediu para a pergunta ser repetida. Em seguida, a filha de Teixeira ainda ofereceu um pequeno testemunho a respeito de sua entrega pessoal à ideia da Copa no país.
“Estamos há mais de um ano com todo o planejamento. Começamos as construções há dois meses. Estamos trabalhando até de madrugada, praticamente morando na Marina (da Glória)”, afirmou.
Desde cedo, Joana convive no mundo da cartolagem. A  filha de Ricardo Teixeira foi na infância e adolescência muito ligada a João Havelange, então presidente da Fifa. A futura executiva da Copa no Brasil viajou diversas vezes para a Suíça para acompanhar o avô e testemunhou de perto uma série de situações de caráter administrativo. Há quem diga que ela inclusive entende mais de futebol do que o pai. 

FECHAMENTO DO SANTOS DUMONT POR QUATRO HORAS VIRA 'VITÓRIA' DO GOVERNO CONTRA FIFA

Fonte: UOL Esportes
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/07/27/fechamento-do-santos-dumont-por-quatro-horas-vira-vitoria-do-governo-contra-fifa.htm


O fechamento do Santos Dumont por “apenas” quatro horas neste sábado, fato que irá acontecer para não ocorrer interferências no sorteio da Copa do Mundo de 2014, que será na Marina da Glória, a partir das 15h, foi considerado uma vitória pelo governo federal. Inicialmente, o plano da Fifa e do Comitê Organizador Local (COL) era de que o espaço aéreo de todo o Rio de Janeiro ficasse paralisado por muito mais tempo.


Segundo o UOL Esporte apurou, a negociação entre Fifa e COL com o governo federal em torno da questão foi sacramentada há dois meses. E a pedida inicial das entidades era que os dois aeroportos do Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão) tivessem seus pousos e decolagens suspensos durante o sábado inteiro.
A proposta desagradou o governo, que decidiu então ceder aos apelos das duas entidades e fechar o Santos Dumont entre 14h e 18h deste sábado. Como uma espécie de chancela para esse fechamento, representantes governistas e do próprio COL citam ações semelhantes ocorridas durante a Red Bull Air Racing e, mais recentemente, nos Jogos Mundiais Militares.
Apesar de ter vencido essa suposta queda de braço com a Fifa e o COL, o governo já se preocupa com os efeitos que a ausência do Santos Dumont causará ao tráfego aéreo nacional. No período que o aeroporto estiver inoperante, 43 voos serão desviados para o Galeão, fato que levou até a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a reconsiderar a decisão em favor do fechamento.
Além disso, muitos voos vão acabar atrasando ou mesmo sendo cancelados. Maior companhia do país, a TAM informou, por meio de nota oficial, que quatro frequências (oito voos) que aconteceriam no sábado envolvendo o Santos Dumont foram cancelados e outros dois tiveram seus horários remanejados. 
O COL e a Fifa solicitaram o fechamento do Santos Dumont em virtude da proximidade com a Marina da Glória, local escolhido para a realização do sorteio para a Copa do Mundo. No local, o barulho de aviões pousando ou decolando no aeroporto é constante, fato que poderia interferir na transmissão do evento, que será acompanhado em 208 países.

FIFA PODE DEIXAR ESTUDANTES SEM MEIA-ENTRADA NA COPA DO MUNDO DE 2014

Fonte:  UOL Esportes
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/07/21/fifa-pode-deixar-estudantes-sem-meia-entrada-na-copa-do-mundo-de-2014.htm

Comandando por Orlando Silva, um ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), o Ministério do Esporte elaborou um conjunto de regras para a Copa do Mundo de 2014, em acordo com a Fifa, que põe em risco a meia-entrada para estudantes. Segundo a minuta da Lei Geral da Copa, feita pelo Ministério dos Esportes e agora em análise na Casa Civil da Presidência, os preços dos ingressos para os jogos do campeonato mundial de futebol serão determinados pela Fifa. Fica estabelecido que a Lei Geral da Copa – ou qualquer outra lei federal – não poderá versar sobre a possibilidade de meia-entrada nos jogos, ou qualquer outro tipo de desconto. A Fifa poderá eventualmente discutir com os estados e com as cidades-sede tal possibilidade, mas a palavra final é da federação de futebol.

Tomando-se como base o que foi cobrado na Copa do ano passado na África do Sul, os preços para os jogos vão variar de R$ 150 a até R$ 1.500, pois o preço varia conforme a localização no estádio e a importância do jogo – partidas da primeira fase, por exemplo, terão ingresso bem mais barato do que para a final. Segundo um resumo da minuta, elaborado pelo próprio Ministério dos Esportes e obtido pelo Congresso em Foco, a futura Lei Geral da Copa estabelece a “ausência de gratuidade ou meia-entrada” nos jogos do Mundial Copa.

A meia-entrada é uma bandeira histórica da UNE, que já foi presidida pelo ministro Orlando Silva, do PCdoB, entre 1995 e 1997. A entidade que representa os estudantes obteve ainda nos anos de 1940 o benefício do desconto de 50% para o ingresso em eventos culturais e esportivos. Hoje, a “meia” é regulada por leis estaduais e municipais (leia mais no site da UNE).

Na semana passada, o então presidente da UNE, Augusto Chagas (ele foi sucedido dias depois por Daniel Iliescu), reagiu à possibilidade de não haver meia-entrada na Copa, ao ser procurado pelo Congresso em Foco. “Isso é um absurdo”, disse ele. “O ministro dos Esportes foi ex-presidente da UNE. Por óbvio, nós temos uma boa relação com ele por isso”, afirmou Augusto. Na verdade, não apenas por isso: a UNE vem sendo comandada há anos pelo PCdoB: Augusto Chagas pertence ao mesmo partido de Orlando Silva, assim como seu sucessor, Daniel Iliescu. “Mas se isso vier a acontecer [a perda da meia-entrada], a UNE discordará dessa opinião do ministério”, completa ele.

Autor da minuta da Lei Geral da Copa, o Ministério do Esporte afirma que não defende o fim da meia-entrada nos jogos. Apenas estabelece que a prerrogativa de definir o valor dos ingressos é da Fifa, e que nenhuma lei federal poderá versar sobre o tema.  A argumentação do ministério decorre da forma como hoje é regulamentada a meia-entrada no país. Hoje, o benefício é instituído por várias leis estaduais. “O governo federal não está propondo fim de meia-entrada para estudantes. As leis que tratam do assunto são estaduais, municipais e distritais”, disse a assessoria do Ministério dos Esportes à reportagem.

Mas o fato é que há uma legislação federal que trata de meia-entrada, a Medida Provisória 2.208, de 17 de agosto de 2001. Ela estabelece quem pode emitir carteirinhas de estudante para a concessão do benefício da meia-entrada. Trata-se de uma MP execrada pela UNE. Antes ela, a emissão de carteiras de estudante era uma prerrogativa da UNE e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), e uma importante fonte de renda para as duas entidades. A MP estabeleceu que as carteiras deveriam ser emitidas também pelos estabelecimentos de ensino. A UNE não considera que a MP 2.208 seja uma garantia federal da meia-entrada (leia mais). Mas outra entidade nacional de representação dos estudantes, a União dos Jovens e Estudantes do Brasil, afirma em seu site que a MP 2.208 é a garantia legal da “meia”, e orienta qualquer estudante que depare com evento que lhe negue o benefício a procurar o Ministério Público.

De qualquer modo, a assessoria do Ministério dos Esportes reconhece que a determinação sobre quanto custará cada ingresso nos jogos será da Fifa. “A fixação de preços dos ingressos para a Copa do Mundo é atribuição da Fifa, que discutirá o assunto com as cidades-sede.”

Resumo do anteprojeto
A decisão sobre a meia-entrada, assim como os demais pontos da minuta da Lei Geral da Copa, ainda não estão sacramentados. A versão final sobre a proposta de lei será da presidenta Dilma Rousseff. E, de qualquer modo, o projeto será depois analisado e votado pelo Congresso. O resumo do anteprojeto da Lei Geral da Copa, em discussão no Executivo, mostra que, entre os temas centrais da proposta acordada com a Fifa, está a “ausência de gratuidade ou meia-entrada” durante as partidas do Mundial de 2014. O documento ao qual o Congresso em Foco teve acesso é um arquivo de Power Point elaborado pela consultoria jurídica do Ministério dos Esportes para apresentações sobre a futura lei. Os pontos ali contidos, que compõem o anteprojeto da lei, são o resultado de um acordo entre o ministério e a Fifa.

Esse acordo foi fechado em abril passado, com a presença de Orlando Silva, do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e do consultor jurídico do ministério, Wladimyr Vinycios Camargos, também egresso dos quadros da UNE e autor do resumo da Lei Geral, obtido pelo Congresso em Foco.

À época, Orlando Silva chegou a “firmar o compromisso” com a federação de que a lei estaria em vigor até 30 de julho, dia do sorteio das Eliminatórias do Mundial. A promessa acabou não cumprida. Desde abril, a minuta da Lei Geral da Copa está na Casa Civil, que analisa eventuais choques com a legislação brasileira. O Congresso em Foco apurou que a versão do projeto de lei, que pode mesmo vir a ser enviada para o
Congresso como Medida Provisória, deve sair em breve.

As negociações para a Lei Geral da Copa começaram em 2009 e foram reiniciadas em fevereiro passado, já no governo Dilma Rousseff. Segundo os “temas centrais” listados pelo Ministério do Esporte, em março, a Fifa pediu “um capítulo inteiramente novo” sobre venda de ingressos. Após acordo com Orlando Silva, ficou acertado que a entidade vai definir o preço das entradas, definir gratuidades e meias e ainda ser responsável por cancelamentos e reembolsos.

Em abril passado, quando anunciou parte do que seria a futura Lei Geral da Copa após o acordo com a Fifa, o Ministério do Esporte não citou temas como a ausência de meia-entrada e gratuidade nas partidas.

Comunicados oficiais (leia mais no site da pasta) trataram de vistos facilitados para turistas e funcionários da federação, da proteção de produtos licenciados, da garantia de até 90 segundos de imagens dos jogos liberados para emissoras sem direitos de transmissão fazerem coberturas jornalísticas da Copa, como já prevê a lei Pelé. Sobre ingressos, só se falou do “combate à venda irregular” das entradas.

A Casa Civil disse que não comenta leis ainda em discussão e que o Esporte é quem deveria prestar esclarecimentos. Augusto Chagas, da UNE, diz que não deve existir relação entre a suspensão dos descontos e a Copa. “A meia entrada é um direito e não é porque o evento é internacional que isso poderia ser desrespeitado. É um absurdo”, disse ele.

Procurados desde a semana passada, os assessores da Fifa para o Brasil não retornaram os pedidos de esclarecimentos feitos por escrito e por telefone.

AMPLIAÇÃO DO ITAQUERÃO DEVE SER PAGA COM DINHEIRO PÚBLICO

Fonte: Site Folha
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/946441-ampliacao-do-itaquerao-deve-ser-paga-com-dinheiro-publico.shtml

O governo do Estado de São Paulo admite que deve bancar o aluguel de estruturas provisórias para o Itaquerão ficar capacitado a abrir a Copa de 2014.

O diretor-superintende da Odebrecht em São Paulo, Carlos Armando Paschoal, porém, disse que o total a ser investido para a ampliação deve ficar em um valor que pode chegar a até R$ 70 milhões. A empresa é quem já acertou com o clube que construirá a arena corintiana.

Mais tarde, o governo paulista afirmou que o valor chegaria a, no máximo, R$ 50 milhões.

"O governo do Estado vai pagar entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões para adaptar o estádio para receber a abertura da Copa do Mundo", afirmou Paschoal.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Emanuel Fernandes, confirma que haverá verba pública

"O estádio é do Corinthians, as estruturas são do Corinthians", disse Fernandes, em entrevista para a rádio CBN. "Na abertura da Copa haverá dinheiro público. São Paulo quer a abertura da Copa, porque estaremos abertos para o mundo", completou.

Além da ampliação da arquibancada --de 48 mil lugares (como é previsto no projeto inicial) para 68 mil--, haverá aluguel de estruturas provisórias para a área de imprensa e para a recepção de chefes de estado, entre outras.

Para ser sede do jogo de abertura da Copa de 2014, a Fifa exige que o estádio tenha capacidade para, no mínimo, 65 mil lugares.

O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, sempre afirmou que iria fazer um estádio para 48 mil pessoas e que não tinha como bancar uma ampliação.

ZONA LESTE

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também falou sobre a entrada de recursos na zona leste. "As isenções justificam o investimento na região, independentemente do jogo inaugural. Mas, com a abertura, a receita gerada será de R$ 1,5 bilhão porque serão semanas com a presença de turistas, imprensa, Congresso da Fifa. Sem ela, a receita ficará entre R$ 700 e 800 milhões", declarou o prefeito.

Porém, quando questionado sobre quanto desse montante seria revertido especificamente para a zona leste, Kassab disse que "o orçamento não é da zona leste. É da cidade de São Paulo."

Para exemplificar, ele citou a F-1 no autódromo de Interlagos. "Todo ano, são investidos R$ 30 milhões para o evento, mas o lucro é de R$ 100 milhões."

O governador do Estado, Geraldo Alckmin ratificou a fala de Kassab e garantiu que as obras de infraestruturas estarão prontas a tempo do Mundial.

RIO PAGA R$ 30 MI A GEO, LIGADA À GLOBO, POR SORTEIO DA COPA

Fonte: Folha:
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/948709-rio-paga-r-30-mi-a-geo-ligada-a-globo-por-sorteio-da-copa.shtml

O governo do Estado e a Prefeitura do Rio pagarão, cada um, R$ 15 milhões à Geo Eventos, ligada à Rede Globo, para a organização do sorteio para as eliminatórias da Copa-2014, que acontece no próximo sábado no Rio.

A Geo Eventos, empresa formada pela Globo e pela RBS para a organização de eventos desse tipo, ganhou do COL o direito de organizar o sorteio e de buscar patrocinadores para o evento.

Os únicos investidores conquistados, porém, foram a Secretaria de Esporte e Lazer do Estado e a Riotur, órgão do governo municipal.

O anúncio da assinatura do contrato entre o governo e a Geo foi publicado no "Diário Oficial" da terça-feira (19).

O objeto do contrato é definido como "realização de patrocínio, por meio de reembolso de despesas necessárias à produção, execução e realização" do sorteio.

O patrocínio da prefeitura foi concedido em 8 de junho.

O vereador Paulo Pinheiro (PPS) pediu acesso ao teor do contrato, mas, como a Câmara Municipal está em recesso, só deve recebê-lo em agosto.

A prefeitura justifica o patrocínio argumentando que "o sorteio das eliminatórias é o primeiro grande acontecimento da Copa de 2014", que trará "maciça divulgação internacional da cidade".

O governo do Estado não se pronunciou. Em nota, a Geo Eventos afirmou que "os valores foram estabelecidos dentro de preços de mercado e são correspondentes ao tamanho das operações".

COPA NO BRASIL CUSTARÁ MAIS CARO QUE AS TRÊS ÚLTIMAS EDIÇÕES SOMADAS

Copa no Brasil custa mais caro que as três últimas edições somadas...E se cochilar fica mais cara que todas as anteriores juntas. É isto mesmo: todas as copas anteriores somadas... Só por Deus !!!

Vinícius Segalla
Fonte: UOL Esporte - Em São Paulo
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/06/29/copa-no-brasil-podera-ser-mais-cara-do-que-todas-as-outras-juntas.htm

O custo da Copa do Mundo no Brasil será maior do que a soma do total investido nas últimas três edições do evento, no Japão, Coreia, Alemanha e África do Sul. Além disso, se os orçamentos das obras dos estádios e de infraestrutura urbana e de transporte continuarem a ser reajustados para cima no ritmo atual, a

Copa do Mundo do Brasil terminará custando mais do que todas as outras juntas.
A conclusão vem de um estudo da Consultoria Legislativa do Senado Federal. A análise compara as cifras investidas pelos países-sedes em todas as intervenções que levaram a rubrica de "obra da Copa" dada pelos comitês organizadores. Segundo o consultor do Senado Alexandre Guimarães, que ancorou seus cálculos em estudos feitos por institutos econômicos internacionais, as copas do mundo de Japão e Coreia (2002), Alemanha (2006) e África do Sul (2010) consumiram, juntas, US$ 30 bilhões (US$ 16 bilhões, US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões, respectivamente), enquanto todas as Copas da história juntas teriam consumido US$ 75 bilhões. No Brasil, afirma Guimarães, os gastos atuais, segundo as autoridades de governo e empreiteras envolvidas nas obras somam US$ 40 bilhões.

Trata-se de uma previsão conservadora, baseada no que se espera consumir de recursos em obras que, em muitos casos, ainda nem começaram. Tais projetos costumam ser concluídos com gastos finais muito superiores aos previstos no início da empreitada. Nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro de 2007, por exemplo, o custo final foi dez vezes superior ao calculado no início das obras.

As obras para a Copa parecem estar seguindo o mesmo caminho. Os projetos de infraestrutura de transporte em Cuiabá (MT), por exemplo, estavam orçados pelo Ministério dos Esportes em R$ 488 milhões. Este seria o custo para construir apenas três corredores de ônibus. Recentemente, porém, a autoridade estadual matogrossense achou por bem alterar os planos aprovados pelo governo federal, construindo, ao invés dos corredores, uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), orçada inicialmente em R$ 1,1 bilhão, em uma cidade de 500 mil habitantes e trânsito pouco carregado.

Já a reforma no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, que foi orçada inicialmente em R$ 700 milhões, já foi recalculada para R$ 956 milhões, e a obra só vai terminar em dezembro de 2012. Já a Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), tinha um custo previsto no início da construção de R$ 591 milhões. Atualmente, com 18% da obra concluída, os cálculos estão em R$ 835 milhões. Trata-se de uma parceria público-privada (PPP), mas cerca de 75% do custo total será financiado por bancos de fomento estaduais e federais.

"O problema é que o governo brasileiro resolveu reorganizar o país todo às custas da Copa. Nossa malha aeroviária e de aeroportos carece de reformas e ampliações há anos. Agora, porém, tudo será feito às pressas e com prazo definido para estar pronto, o que naturalmente vai encarecer todas as obras", explica Guimarães. Com exceção da Copa do Japão e Coreia, "quando foram construídos 20 estádios e estruturas para abrigar duas copas, uma em cada país", o evento mais caro foi na África do Sul (US$ 8 bilhões), onde, além de praças esportivas, foram construídos trens rápidos, rodovias e aeroportos. "No Brasil, estamos fazendo a mesma coisa, que é a fórmula ideal para se gastar mais do que se deve em obras públicas que são necessárias", conclui o consultor.

Para o ministro dos Esportes, Orlando Silva, o estudo não merece crédito. "Este valor de US$ 40 bilhões é cabalístico, não há nenhum dado público que fale nessa quantia", afirmou. Além disso, para Silva, os investimentos em aeroportos e portos, bem como outros em infraestrutura, não deveriam ser contabilizados na conta da Copa: "A Copa do Mundo é um catalisador que antecipa investimentos que já teriam de acontecer. Quando a Copa passar, esses investimentos ficam. Portanto, é injusto que entre na conta da Copa".